969/ Ang Lee leva Leão de Ouro em Veneza mais uma vez

Do Pernambuco.com

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O filme “Se, jie (Lust, caution)”, do cineasta taiwanês Ang Lee, recebeu neste sábado o Leão de Ouro de melhor filme na 64ª edição da Mostra de Veneza, segundo a decisão do júri do concurso, presidido pelo diretor chinês Zhang Yimou e do qual faz parte o diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, entre outros.

A escolha foi considerada uma surpresa. Lee levou o mesmo prêmio dois anos atrás por “O segredo de Brokeback Mountain”. “Lust, caution” é um “thriller” ambientado durante a Segunda Guerra Mundial em Xangai, repleto de cenas de sexo violentas que o diretor deixou a entender terem sido reais.

Já Brian de Palma levou o Leão de Prata de melhor diretor pelo filme “Redacted”, que aborda a guerra do Iraque de forma chocante. A trama gira em torno do estupro de uma adolescente iraquiana e do assassinato de toda sua família por um grupo de soldados.

O ator americano Brad Pitt também surpreendeu ao ser premiado com a Copa Volpi de melhor interpretação masculina por sua atuação em “The assassination of Jessy James by the coward Robert Ford”, do cineasta Andrew Dominik.

O longa alimenta os mitos da história americana, através da lenda do foragido Jesse James e sua morte pelas mãos de Robert Ford, interpretado por Casey Affleck, que era o mais cotado ao prêmio.

A Copa Volpi de melhor atriz foi para a australiana Cate Blanchett, por sua interpretação do cantor Bob Dylan no filme “I’m not there”, do cineasta Todd Haynes. O longa mostra a vida de Dylan através de múltiplos protagonistas, entre eles Richard Gere e Blanchett. O diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche e seu drama “La graine et le mulet”, foi um dos dois vencedores do prêmio do júri. Ele foi considerado a “revelação” desta edição do festival. O filme é sobre um velho árabe e sua família em busca de realizar seu sonho de abrir um restaurante no sul da França. Apesar de não ser muito político, o filme toca na questão da integração dos imigrantes, e se eles têm o que o diretor chamou de “direito de ser diferente”.

“I’m not there”, de Todd Haynes, foi a outra película a levar o prêmio do júri pela sua “biografia conceitual” do cantor e compositor Bob Dylan.

 

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