973/ Sugestões para uma habitação "verde"

Por Dante Grecco para Criativa

casaverde

1 – Para uma família de até quatro pessoas, um sistema de aquecimento solar custa por volta de R$ 4 mil. O boiler (reservatório que armazena água aquecida) tem capacidade média para 600 litros.

2 – Construções ecológicas privilegiam a iluminação natural com grandes janelas.

3 – A iluminação interna deve ser feita com lâmpadas fluorescentes. Duram até dez vezes mais e reduzem em cerca de 80% o consumo de energia. Instale ‘sensores de presença’, que só ligam as luzes quando há alguém no cômodo.

4 – As paredes externas podem ser pintadas com tinta preparada no próprio canteiro de obras, feita com uma mistura de cal e terra. Seu preço não difere muito de uma tinta normal de boa qualidade. A durabilidade, porém, é menor e há pouca variedade de cores: apenas vermelho, ocre, marrom, laranja e amarelo.

5 -Tintas com thinner e aguarrás (produtos químicos provenientes do petróleo, um combustível fóssil) dão lugar às tintas à base de água, que oferecem a mesma durabilidade e qualidade.

6 -Para reduzir a quantidade de lixo orgânico nos aterros sanitários, a saída é usá-lo como adubo. Papéis, metal e plásticos devem ser separados para reciclagem.

7 – Embora ainda seja um pouco caro, já há no mercado alguns sistemas para tratar e reutilizar a água da cozinha, da lavanderia e do banheiro. O Idhea (Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica) desenvolveu uma miniestação de tratamento para uma casa com quatro pessoas. O custo é de R$ 4 mil.

8 – Alguns projetos prevêem sistemas que captam a água da chuva no telhado e a armazenam em uma caixa isolada. Depois, essa água pode ser usada para regar o jardim, lavar o quintal ou até dar um belo banho no carro.

9 – Os ventos podem ser aproveitados para gerar energia eólica, considerada limpa (não poluidora). Para uma casa de quatro pessoas, o investimento fica entre R$ 8 mil e R$ 10 mil.

10 – As antigas válvulas de descarga (que escoam cerca de 20 litros de água cada vez que são acionadas) precisam ser substituídas pelos sistemas de caixa acoplada ao vaso sanitário. Em média, eles só liberam 6 litros por vez.

11 – Em vez das telhas de barro e de cerâmica (queimadas em fornos que poluem o ar), use as de metal sem amianto (produto cancerígeno). Outra solução são as telhas feitas com material reciclado, como embalagens de leite longa vida, papelão laminado e latas recicladas.

12 – As torneiras das pias devem ter um sistema de fechamento automático. Assim, só ficam abertas pelo tempo necessário.

13 – Uma solução criativa é o telhado com vegetação. Em cima da laje, projeta-se uma caixa com areia e terra que pode ter plantas e pequenos arbustos. Além de beleza, o morador ganha conforto térmico, pois a vegetação reduz a temperatura interna.

14 – Use e abuse do bambu. Considerado um material nobre para construção, tem crescimento rápido, nasce em todo tipo de solo e é encontrado com facilidade no Brasil. Pode ser utilizado tanto na estrutura como para fazer andaimes durante a construção. Também tem sido aproveitado na produção de telhas, calhas, cercas e móveis.

15 – As paredes podem ser de um tipo de tijolo chamado de solo-cimento. Feito com a terra do próprio canteiro de obras, não precisa ser queimado em olarias.

16 – No piso, uma boa solução é o uso de madeira de demolição reciclável. Em alguns locais podem ser usados pisos antiderrapantes feitos de borracha reaproveitada. Para móveis, cadeiras e mesas, utilize a madeira certificada (retirada de áreas apropriadas para exploração comercial) ou reciclada.

O projeto deve se encaixar na paisagem e respeitar a cultura local.

Devem ser usados materiais que causem o menor prejuízo possível ao ambiente. Isso inclui a reutilização de entulhos, além de produtos recicláveis e alternativos.

Estruturas recicláveis, produzidas com madeira de reflorestamento ou metal, têm sido indicadas para substituir as estruturas habituais, feitas de ferro e concreto.

Estão sendo desenvolvidos equipamentos que controlam o consumo de energia elétrica em casa. Eles reduzem em 30% o gasto de energia em um determinado horário e evitam os picos, impedindo que todas as luzes estejam acesas ao mesmo tempo.

Nos Estados Unidos, o Energy Detective permite ao morador acompanhar remotamente o consumo de sua casa. E ajuda a localizar ‘fugas’ de corrente, evitando desperdícios.

Ilustração: NIK
Fontes: Cristina Engel de Alvarez, arquiteta e professora
da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES);
Márcio Augusto Araújo, consultor do Instituto
para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica (IDHEA);
Paulo Maier, arquiteto

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