979/ Golpe militar que levou Pinochet ao poder no Chile faz 34 anos

Do Último Segundo

O Chile lembra nesta terça-feira os 34 anos do golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet no dia 11 de setembro de 1973 que derrubou o presidente Salvador Allende.

Allende

Organizações de Direitos Humanos, grupos ligados à esquerda e antigos colaboradores vão depositar flores, além de fazer pequenas homenagens ao presidente Allende no monumento em sua memória que fica na praça ao lado do palácio presidencial La Moneda.

O governo da presidente socialista Michelle Bachelet – que busca ampliar as reparações a vítimas da ditadura – lembrará a data com missa no palácio do governo, bombardeado e incendiado durante a violenta investida que levou Pinochet ao poder.

Processado por violações aos Direitos Humanos e atos de corrupção, Pinochet perdeu grande parte do apoio político de seus antigos colaboradores, que hoje participam da oposição de direita e de setores empresariais.

O isolamento político do ex-general piorou em 2004, quando veio à tona o escândalo das contas secretas que Pinochet mantinha no Banco Riggs de Washington, com depósitos estimados em 27 milhões de dólares.

“Pinochet já faz parte do passado”, disse recentemente o ministro Ricardo Lagos Weber.

O ex-ditador está ausente também nos meios de comunicação chilenos e sobretudo entre as novas gerações.

“É absolutamente certo” dizer que os jovens já não se fixam em Pinochet, explicou à AFP o analista político Ricardo Israel.

“As mobilizações estudantis já não são contra Pinochet, mas sim contra as políticas do atual governo”, afirmou, citando as manifestações em massa organizadas por estudantes no ano passado para exigir da administração Bachellet uma educação de qualidade.

“O mais provável que aconteça com a imagem de Pinochet é que, como tantos outros ditadores da região, vá desaparecendo, dando lugar a novas figuras”, concluiu.

“Não sei se há indiferença, mas ele já não é protagonista, há outros temas que são mais importantes”, respondeu por sua vez o dirigente estudantil Maximiliano Mellado, ativo participante das mobilizações juvenis.

No domingo, organizações de Direitos Humanos marcharam em memória do golpe militar e de suas vítimas. A marcha, que teve a participação de cerca de 5.000 pessoas, foi mais pacífica que as realizadas em outros anos – apesar de 150 pessoas terem sido detidas.

Depois de perder um plebiscito em outubro de 1988, a ditadura Pinochet foi oficialmente encerrada em 11 de março de 1990, deixando aproximadamente 3.000 vítimas entre mortos e desaparecidos.

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