Este é mais um artigo do nosso amigo colaborador Marco Ferrari, com a sua já característica agudeza.
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Renan Calheiros: Ele está rindo de todos nós!
“Às barricadas!”
Por Marco Ferrari (premionacionaldeliteratura@ig.com.br)
Limitar-se a aceitar as conseqüências de um desastre porque a maioria o aguardava de forma inexorável sem correr às barricadas e montar-lhe resistência para obstar sua repetição, costuma trazer um efeito mais pernicioso ainda à sociedade posteriormente.
Assim, o luto anunciado que deveria aceitar a democracia pela determinação da bancada do Senado Federal que associada em bloco situacionista o forjou como se esperava, demanda, pelo contrário, uma conscientização e ação que (nos) lembre à Bastilha.
Às lágrimas de vergonha pela frustração dos homens que acompanharam a seção secreta que chegaram a acreditar na vergonha que poderia tomar conta da cara dos seus pares, como suas manifestações de desapontamento e repúdio que os abalaram imediatamente ao anúncio do veredicto de absolvição, determina que não está a correr nunca mais a opção de imaginar substituir o pão por brioches.
O grito “às barricadas” não se exclamará por aqueles que todos sabiam qual era a cor da camisa que vestiam e iriam vestir mancomunados, senão por aquele (s) que, covardes por se mimetizarem como numa contagem anterior por um equânime voto de consciência se abstiveram, chegando o patamar de sua desfaçatez alegar “incerteza tanto de culpabilidade como de inocência”.
“Às barricadas” é o levante contra o terror, contra o Armagedom que, à distância e entre os bastidores, manipulam (nos) como marionetes.
É o tempo em que as bengaladas nos alertam sobre suas inconseqüências.
É o tempo dos Santo André que ameaçam àqueles que não querem mais o lixo.
É o tempo de Campinas que ainda não se explicou.
É o tempo sem embargo, (alvíssaras!) de “Às barricadas!” que o Supremo Tribunal Federal está a nos indicar…