Arquivo da categoria: Informática

1034/ PC popular: ‘compre dois, doe um’

Do G1

olpc

 Ao comprar dois laptops por R$ 750, consumidor doará um a crianças carentes (Foto: Divulgação)

O One Laptop Per Child (Um Laptop por Criança), um projeto ambicioso cujo objetivo é levar a informática para crianças de países em desenvolvimento, ganha um impulso considerável. Anos de trabalho de engenheiros e cientistas valeram a pena, resultando em uma máquina barata e inovadora que é também leve, resistente e surpreendentemente versátil. As primeiras críticas são favoráveis e a produção em massa deve começar no mês que vem.

Os pedidos, porém, são poucos. "Até certo ponto, eu subestimei a diferença entre cumprimentar um chefe de estado e receber um cheque preenchido", disse Nicholas Negroponte, diretor do projeto sem fins lucrativos. "Sem dúvida, foi uma decepção".

Mas Negroponte, diretor fundador do laboratório de mídia do MIT (Massachusetts Institute of Technology), acha que o problema é temporário considerando-se a longa tarefa de usar a tecnologia como um novo canal de aprendizagem e comunicação para as crianças de todo o mundo. Além disso, ele está em contato com o público para tentar dar um empurrão na campanha do laptop. O programa de marketing, a ser anunciado nesta segunda-feira (24), chama-se "Give 1 Get 1" (Doe 1, ganhe 1), em que americanos e canadenses poderão comprar dois laptops por US$ 399 (o equivalente a R$ 750).

Uma das máquinas será entregue a uma criança de algum país em desenvolvimento e a outra será enviada ao comprador até o Natal. O computador doado é uma contribuição de caridade dedutível de impostos. O programa funcionará durante duas semanas e os pedidos serão aceitos de 12 a 26 de novembro.

O que exatamente os americanos farão com os laptops fininhos verdes e brancos é incerto. Algumas pessoas talvez os doem para escolas do bairro ou organizações de jovens, previu Walter Bender, presidente do projeto do laptop, ao passo que outras ficarão com as máquinas para a própria família ou para uso próprio.

Projeto

olpc2

Máquina possui tela de alta resolução, câmera e tecnologia peer-to-peer (Foto: Divulgação)

As máquinas possuem telas de alta resolução, câmeras e tecnologia peer-to-peer (ponto a ponto) para que os laptops comuniquem-se entre si sem fio. A máquina funciona com software de código de fonte livre e aberta.

"Tudo que existe na máquina fica aberto ao usuário, assim as pessoas podem fazer modificações no computador, alterá-lo e personalizá-lo", explicou Bender, pesquisador da área. "Parte do que estamos fazendo com esse projeto é ampliar a comunidade de usuários, aumentar a base de idéias e contribuições e isso será extremamente valioso".

O computador, chamado XO Laptop, não foi desenvolvido com o foco em crianças ricas. A intenção era que fosse barato, com os custos chegando a uma média de US$ 100 (R$ 190) por máquina e que fosse resistente o suficiente para suportar condições adversas em vilarejos rurais. Além disso, o equipamento é extremamente econômico em termos de consumo de energia, que é cerca de 10% menor do que o de um laptop convencional.

A equipe do projeto do laptop estava preocupada com a possibilidade de as crianças americanas experimentarem as máquinas mais simples e acharem que elas são deficientes em comparação com os laptops da Apple, Hewlett-Packard ou Dell que possuem. Em seguida, nesta era de comunicações globais imediatas, poderiam publicar suas críticas em sites e blogs que seriam lidos no mundo todo, prejudicando a reputação do XO Laptop, segundo as preocupações dos membros do projeto. Por isso, decidiram patrocinar uma pesquisa de grupo focal com crianças americanas de sete a 11 anos no final de agosto. Os resultados foram positivos, para alívio da equipe. O grupo pesquisado gostou do fato de a máquina ser destinada especificamente a crianças e valorizou recursos como a comunicação sem fio entre as máquinas. "Totalmente bárbaro", foi o veredicto de um dos meninos. Outro jovem, preocupado com o meio-ambiente, observou que o laptop "evita o aquecimento global".

Doação

Contudo, a iniciativa do "Give 1 Get 1" é sobretudo focada na doação. "O propósito real é dar início a esse movimento", disse Negroponte.

Ele contou que se, por exemplo, as doações atingissem US$ 40 milhões (R$ 75 milhões), significaria que 100 mil laptops seriam distribuídos de graça nos países em desenvolvimento. A idéia, segundo ele, seria distribuir talvez 5 mil equipamentos para 20 países para iniciar a experiência e começar a concretizar o projeto. "Isso poderia dar margem a muitas coisas", disse Negroponte.

No final do ano passado, Negroponte disse que esperava 3 milhões de pedidos de laptops, o que ficou abaixo da expectativa. Os pedidos de países populosos como Nigéria e Brasil, que segundo as expectativas seriam de 1 milhão cada, não vingaram. Entretanto, o projeto também teve êxitos. O Peru, por exemplo, comprará e distribuirá 250 mil laptops no ano que vem, muitos dos quais serão alocados nas zonas rurais. O México e o Uruguai, como ressalta Negroponte, comprometeram-se firmemente. Em um programa de patrocínio, o governo da Itália acertou a compra de 50 mil laptops para distribuição na Etiópia.

Cada país terá sua própria idéia de como empregar as máquinas. Alan Kay, pesquisador e consultor de informática para o projeto do laptop, contou que espera que um dos usos mais comuns seja carregar livros escolares a 25 centavos cada nos laptops, que possuem uma tela de alta resolução que facilita a leitura.

"Provavelmente será trivial nos primeiros estágios", disse Kay, que coordena um grupo de treinamento sem fins lucrativos, cujo software de aprendizagem será executado em um XO Laptop. "Sou otimista e acho que o projeto acabará dando certo", revelou Kay.

1016/ IBM vai oferecer programas alternativos ao Microsoft Office gratuitamente

Do PortalExame

IBM_Logo1

A briga entre as principais empresas de software do mundo deve esquentar nos próximos meses, com uma medida anunciada pela americana IBM.

Para concorrer com os programas mais populares da compatriota Microsoft, a empresa oferecerá gratuitamente na internet um pacote de aplicativos semelhantes aos do Microsoft Office, com editor de texto próximo ao Word, um construtor de tabelas nos moldes do Excel e um programa para apresentações parecido com o Power Point, como informa a versão online desta terça-feira (18/09) do Wall Street Journal (WST).

Além de permitir download de graça, a IBM distribuirá o pacote, batizado de Symphony, a quem comprar a versão mais recente do software Notes, que a empresa vende hoje a 145 dólares por usuário, nos Estados Unidos.

Para elaborar o conjunto de programas, a companhia baseou-se nos avanços obtidos pelo Open Office, um projeto que reúne desenvolvedores de softwares interessados em criar alternativas gratuitas aos produtos da Microsoft e também serve de modelo para aplicativos desenvolvidos pela Sun Microsystems e pelo Google.

Na semana passada, a IBM já havia anunciado que colaborará com a organização que coordena o projeto, a Open Office.org.

Segundo o WST, a jogada é uma forma de acelerar o interesse dos consumidores pelo Notes, que inclui e-mail e programa de mensagens instantâneas. O próprio chefe de software da IBM, Steve Mills, declarou ao jornal americano que “algo entregue de graça não será uma fonte de lucros em si”, mas pode ajudar a liberar verba dos clientes corporativos para a compra de outros softwares da companhia.

Ameaça à Microsoft?

Na disputa pela adesão dos clientes, o Symphony levará vantagem no preço, pois ficará disponível gratuitamente na rede mundial, enquanto a edição doméstica do Microsoft Office custa 120 dólares, nos sites americanos de venda de softwares.

De acordo com analistas ouvidos pelo WSJ, muitas empresas – especialmente aquelas que não precisam contar com todos os recursos disponíveis nos programas da Microsoft – podem optar pelo software gratuito como forma de reduzir custos, diante da avaliação de que o recém-lançado Office 7.0, a nova versão do pacote da empresa de Bill Gates, pode trazer gastos muito altos para ser instalado num número grande de computadores.

No entanto, outros especialistas discordam da possibilidade de ameaça à Microsoft e citam o alcance da empresa como sinal de manutenção da sua estabilidade. Segundo a própria companhia, eles contam com 500 milhões de usuários de seus aplicativos, em todo o mundo, e venderam 71 milhões de licenças da nova versão do Office, no ano fiscal encerrado em 30 de junho.

975/ Computador pré-pago terá banda larga

JULIO WIZIACK da Folha de S.Paulo

A Microsoft está colocando em prática um plano para popularizar o uso dos computadores no Brasil. Nesta semana, ela anuncia, em parceria com a Telefônica e a Positivo Informática, o computador pré-pago.

A idéia da iniciativa dessas empresas é alugar máquinas conectadas à internet de alta velocidade, com softwares instalados, incluindo programas antivírus, assistência técnica e seguro.

A operação será capitaneada pela Telefônica, que só oferecerá cem computadores. “É um teste antes de lançarmos o produto no mercado”, afirma Fábio Bruggioni, vice-presidente da Telefônica Negócios.

Não é preciso ter linha telefônica para contratar o serviço. Três planos estarão disponíveis e o contrato terá validade de dois ou três anos.

As mensalidades começam em cerca de R$ 170 e variam de acordo com a configuração das máquinas adquiridas. O pacote pleno oferece um limite de até oito megabytes para troca de dados em uma rede de até 30 computadores.

Essa parceria pretende facilitar o acesso de pequenas e médias empresas à tecnologia. Segundo a Telefônica, até mesmo consumidores que tenham restrições de crédito poderão pleitear o serviço.

Isso porque o novo computador produzido pela Positivo terá um software da Microsoft conhecido como FleGo. Por meio dele, será possível desligar o equipamento remotamente caso o pagamento da fatura não seja efetuado.

“O programa avisa quando o micro ficará inoperante após 15 dias do vencimento,” explica Jorge Salles, diretor-geral de negócios da Microsoft para a América Latina.

Com a instalação desse dispositivo, a inadimplência praticamente desaparece.

Novos rumos

As inovações não param por aí. No segundo trimestre de 2008, a Microsoft fará um novo teste para avaliar o comportamento dos consumidores de baixo poder aquisitivo. “Vamos dar mais um passo na consolidação do PC pré-pago”, afirma Salles.

O projeto é vender os micros em três redes varejistas. Para adquirir o PC pré-pago, o cliente dará uma entrada de até 30% do preço da máquina. Contudo, o equipamento só funcionará se ele comprar cartões com créditos de uso.

Ainda não está definido onde os cartões serão adquiridos. Os valores pagos por eles vão abatendo o restante da dívida com a loja. “Quanto mais o cliente usar o computador, mais rápido efetuará o pagamento”, disse Salles. Só depois de quitado é que o computador passa a ser do consumidor.

Diferença

Essa é a principal diferença em relação ao produto a ser lançado nesta semana pelas três empresas. Ao término do contrato, o cliente devolverá o equipamento. Também poderá renovar a assinatura e, nesse caso, receberá um novo computador.

Outras iniciativas estão na fila de espera. A Microsoft estuda ainda lançar no Brasil um computador “patrocinado” por anunciantes, que custaria mais barato. “Seria como um site, cuja fonte de receita são os anúncios feitos em banners”, explica Salles.

O potencial do negócio é enorme. De acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), existem cerca de 5 milhões de micro e pequenas empresas e poucas investem em tecnologia devido aos altos custos envolvidos.