Arquivo da categoria: Marketing

1025/ Novos anúncios do Google reforçam interação

Do iParaiba

Por enquanto, a novidade só está disponível para um grupo selecionado de empresas que anunciam no Google.

Mas a gigante das buscas aposta que sua nova ferramenta, chamada de Google Gadget Ads, vai conseguir destaque ao oferecer mais interatividade do que as alternativas tradicionais.

A solução ainda está em fase de testes – Honda, Intel, Paramount e Pepsi-Cola são algumas das companhias que já conhecem a ferramenta. De acordo com o Google, a novidade permite aos usuários se relacionarem com os anúncios, que podem incorporar informações atualizadas em tempo real, imagens, bate-papos com celebridades e vídeos, entre outros recursos. Se gostar do que viu, o internauta pode salvar o anúncio em seu PC para exibi-lo em sites ou nos perfis de redes sociais, como Orkut, Facebook e MySpace.

A ferramenta tem plataforma aberta, o que significa que anunciantes e agências de publicidade poderão elaborar seus anúncios e inseri-los dentro da rede de conteúdos do Google. O jornal “The New York Times”, que classificou os anúncios como “minisites”, afirma que essa é uma estratégia agressiva da empresa para atrair grandes anunciantes.

Ainda de acordo com o jornal, uma grande vantagem dessa tecnologia está no fato de o usuário não ter de navegar em um site específico para ver o conteúdo. Um anúncio nesse novo formato, por exemplo, pode atualizar constantemente informações climáticas sobre uma determinada área de interesse do usuário. “Da mesma forma, os publicitários podem atrair os consumidores atualizando constantemente as mensagens exibidas nesses anúncios”, exemplifica a publicação.

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1016/ IBM vai oferecer programas alternativos ao Microsoft Office gratuitamente

Do PortalExame

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A briga entre as principais empresas de software do mundo deve esquentar nos próximos meses, com uma medida anunciada pela americana IBM.

Para concorrer com os programas mais populares da compatriota Microsoft, a empresa oferecerá gratuitamente na internet um pacote de aplicativos semelhantes aos do Microsoft Office, com editor de texto próximo ao Word, um construtor de tabelas nos moldes do Excel e um programa para apresentações parecido com o Power Point, como informa a versão online desta terça-feira (18/09) do Wall Street Journal (WST).

Além de permitir download de graça, a IBM distribuirá o pacote, batizado de Symphony, a quem comprar a versão mais recente do software Notes, que a empresa vende hoje a 145 dólares por usuário, nos Estados Unidos.

Para elaborar o conjunto de programas, a companhia baseou-se nos avanços obtidos pelo Open Office, um projeto que reúne desenvolvedores de softwares interessados em criar alternativas gratuitas aos produtos da Microsoft e também serve de modelo para aplicativos desenvolvidos pela Sun Microsystems e pelo Google.

Na semana passada, a IBM já havia anunciado que colaborará com a organização que coordena o projeto, a Open Office.org.

Segundo o WST, a jogada é uma forma de acelerar o interesse dos consumidores pelo Notes, que inclui e-mail e programa de mensagens instantâneas. O próprio chefe de software da IBM, Steve Mills, declarou ao jornal americano que “algo entregue de graça não será uma fonte de lucros em si”, mas pode ajudar a liberar verba dos clientes corporativos para a compra de outros softwares da companhia.

Ameaça à Microsoft?

Na disputa pela adesão dos clientes, o Symphony levará vantagem no preço, pois ficará disponível gratuitamente na rede mundial, enquanto a edição doméstica do Microsoft Office custa 120 dólares, nos sites americanos de venda de softwares.

De acordo com analistas ouvidos pelo WSJ, muitas empresas – especialmente aquelas que não precisam contar com todos os recursos disponíveis nos programas da Microsoft – podem optar pelo software gratuito como forma de reduzir custos, diante da avaliação de que o recém-lançado Office 7.0, a nova versão do pacote da empresa de Bill Gates, pode trazer gastos muito altos para ser instalado num número grande de computadores.

No entanto, outros especialistas discordam da possibilidade de ameaça à Microsoft e citam o alcance da empresa como sinal de manutenção da sua estabilidade. Segundo a própria companhia, eles contam com 500 milhões de usuários de seus aplicativos, em todo o mundo, e venderam 71 milhões de licenças da nova versão do Office, no ano fiscal encerrado em 30 de junho.

995/ Apple não está nem aí para o Brasil

Por Carolina Meyer, da EXAME

Assim que foi lançado, o iPhone, o telefone celular da Apple, entrou para uma categoria especial de produtos – a dos campeões de vendas em seu primeiro dia de mercado.

Com 146 000 unidades vorazmente disputadas pelos americanos entre os dias 29 e 30 de junho, o aparelho só fica atrás do iPod Video (também da Apple), que vendeu 200 000 aparelhos em sua estréia, em setembro de 2006.

Naquele dia, milhares de fanáticos por tecnologia se aglomeraram nas portas das lojas da Apple nos Estados Unidos numa histeria coletiva para comprar o híbrido de celular, computador e MP3 player, que custa em média 500 dólares.

No Brasil, não existe a menor chance de acontecer um frenesi como o que foi visto nas grandes cidades americanas – pelo menos no que depender da Apple. A empresa não tem pressa nem interesse em lançar o iPhone no mercado brasileiro, o que deve acontecer apenas em 2009.

As três maiores empresas brasileiras de telefonia celular do país – a TIM, a Vivo e a Claro – tentam fazer com que a empresa de Steve Jobs reveja esse prazo. Até agora, a manobra mostrou-se infrutífera. “Eles estão desprezando um mercado potencial de 500 000 unidades por ano”, afirma o executivo de uma das operadoras, que pediu para o nome ser mantido em sigilo para não prejudicar as negociações.

A pressa das operadoras de telefonia móvel para trazer o iPhone ao Brasil se explica por dois motivos. Primeiro, há, no lançamento do produto, uma oportunidade de construir ou reforçar uma imagem de inovação. Todas as operadoras querem ser a primeira empresa a vender o iPhone no país.

“Quem conseguir isso ganha de imediato uma imagem de sofisticação, de ter largado na frente ao vender um produto revolucionário”, afirma Dan Kirk, especialista em telecomunicações da consultoria Value Partners, em Londres.

O segundo motivo está ligado ao modelo de negócios das operadoras, cuja receita com ligações convencionais vem caindo rapidamente nos últimos anos. Estima-se que um usuário de iPhone gaste até 40% mais do que um usuário de celular comum. Isso porque o produto vem acompanhado de um pacote de serviços que inclui compra de músicas, vídeos e uma conta de e-mail.

Na operadora americana AT&T, que detém com exclusividade os direitos de exploração dos serviços para o iPhone, a receita com internet e downloads aumentou 67% desde o lançamento do aparelho, acréscimo de aproximadamente 1,7 bilhão de dólares ao caixa.

A operação para trazer o iPhone ao Brasil é crucial para as empresas de telefonia celular e tem envolvido diretamente a matriz das operadoras. Tanto a Telefónica na Espanha quanto a Telecom Italia incluíram em seu pacote de negociação na Europa um acordo para a América Latina – onde o Brasil é, disparado, o maior mercado.

O mexicano Carlos Slim, dono da Claro, envolveu-se nas transações e teria se encontrado pessoalmente com Steve Jobs para tentar um acordo de exclusividade que incluísse o Brasil.

Não houve, porém, segundo pessoas próximas à negociação, nenhum progresso. Não é segredo que a Apple vê o mercado brasileiro como marginal para seus produtos – seja ele de computadores, de MP3 players ou de celulares.

No caso específico do iPhone, a empresa optou por negociar a venda dos aparelhos país a país e não globalmente, como fazem concorrentes como Nokia, Motorola, Samsung e Sony Ericsson. A estratégia acabou deixando o Brasil no final de uma enorme fila, atrás de Estados Unidos, Europa, Japão, China, Coréia e até mesmo do México. A decisão é priorizar mercados em que a empresa tem melhor desempenho.

Historicamente, o Brasil nunca foi relevante para a Apple. Apesar do apelo da marca e de seus fiéis admiradores, a participação da companhia no mercado de computadores é inferior a 1% – número que se mantém praticamente inalterado nos últimos cinco anos. A pesada carga tributária sobre importados corrói a competitividade de seus produtos. Os computadores da Apple chegam a custar no Brasil três vezes mais do que no exterior. “Sem uma fábrica brasileira, não há como competir em preços”, diz um executivo de uma concorrente.

A estrutura da operação no país reflete esse desinteresse da Apple. Até julho deste ano, a filial brasileira nem sequer tinha um presidente – o cargo passou cinco anos vago depois que seu último ocupante saiu, em 2002. O executivo Alexandre Szapiro acaba de assumir o posto com a missão de melhorar os resultados. “O problema é que a Apple tem tratado o mercado de celulares da mesma forma que o de computadores”, diz Ricardo Araújo, analista de tecnologia da Itaú Corretora.

Por enquanto, os applemaníacos brasileiros que não querem esperar pelo andamento das negociações – e muito menos pelo lançamento oficial – acabam se valendo dos mesmos recursos utilizados pelos fanáticos de outros países.

Um deles é comprar o aparelho nos Estados Unidos e habilitá-lo pela operadora AT&T. Em decorrência do acordo de exclusividade entre a Apple e a empresa americana de telefonia, o iPhone sai da fábrica com um bloqueio no software que impede a utilização por meio de outras operadoras.

Para usar o iPhone no Brasil, o cliente paga uma tarifa de roaming internacional de 2,50 reais por minuto, o dobro da média nacional. Outro recurso é o desbloqueio do aparelho feito por hackers e especialistas em produtos tecnológicos – uma operação evidentemente clandestina. O serviço custa em média 800 reais e permite que clientes das redes de GSM das operadoras TIM, Vivo e Claro usem o aparelho sem mudar de número. O maior risco da gambiarra é ter o aparelho destroçado durante a intervenção por um hacker pouco habilidoso. “O fanatismo em torno da Apple não conhece fronteiras nem limites”, afirma um distribuidor local da marca. “Já estamos importando alguns iPhones, e os pedidos não param de chegar.” Calcula-se que pelo menos 2 000 brasileiros já usem o iPhone, seja por meio do roaming da AT&T, seja por aparelhos desbloqueados. Tudo à revelia de um aparentemente desinteressado Steve Jobs.