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972/ Morre na França um dos pais da contracultura

da Ansa

Divulgação

Jean-Francois Bizot

A França perdeu hoje um dos pais da contracultura, Jean-Francois Bizot, jornalista e fundador da revista “Actuel” e da Rádio Nova. Ele morreu no último sábado, aos 63 anos, após uma longa luta contra um câncer.

Engenheiro econômico de formação, nascido em família burguesa, maoísta e integrante do movimento estudantil de 1968, Bizot havia sido jornalista da revista “L’Express”, antes de fundar com alguns amigos, entre os quais o atual ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, a revista “Actuel”, publicação da esquerda militar, nascido com a explosão do free jazz.

Hoje Koucher fez uma homenagem a Bizot lembrando dele como um “amigo e companheiro de aventuras”, mas também “um homem da contracultura de onde desponta a vida”.

Nascido em 19 de agosto de 1944, Bizot foi um dos “profetas da contracultura” para o jornal Le Monde, sempre ligado nas novas tendências.

Universo punk, homossexualidade, feminismo, ecologia, pirataria informática, sexo livre e utopias entraram em seu jornal, revolucionário para a época. Rapidamente Actuel chegou a vender 50 mil cópias a cada nova edição.

Autor de diversos livros, romances e ensaios, em 2001 em “Underground, L’histoire”, Bizot definiu assim a contracultura: “ser capaz de não estar na linha, ter a coragem de fazer aquilo que sai dos esquemas da época”.

Em 1981, ano em que François Miterrand foi eleito presidente da França, Bizot fundou a “Radio Nova”, uma espécie de extensão do jornal, onde se mesclavam todos os ritmos musicais, mesmo os mais alternativos, do reggae ao rap, dos hippies ao hip hop.

Depois ele lançou a revista “Nova Mag” e foi diretor de alguns filmes como “Get Up Stand Up:L’histoire du Reggae’ (1995) e ‘Gimme My Money Back’ (1996).

Bizot foi também descobridor de talentos. Entre suas descobertas estão os atores Jamel Debbouze e Edouard Baer.

Em 2003 ele costumava dizer de si próprio: “me tornei fora da moda. As modas me dão nos nervos, em qualquer caso, elas voltam sempre”.

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948/ Abertas as inscrições para o "1º Prêmio Empreendedor de Sucesso de Pequenas Empresas e Grandes Negócios"

 

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INSCRIÇÃO AQUI

A Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios promove, em parceria com o Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas, o primeiro “Prêmio Empreendedor de Sucesso de Pequenas Empresas e Grandes Negócios”.

O objetivo deste concurso é promover o espírito empreendedor, o fomento de novos negócios e encontrar exemplos que mostrem que o empreendedorismo é um caminho, uma alternativa ao tradicional mercado de trabalho, através da valorização de empreendedores de destaque nas categorias Inovação, Oportunidade e Crescimento. Cada uma destas três categorias deverá ter uma empresa premiada, representada pelos empreendedores responsáveis pelo seu sucesso. A empresa de melhor desempenho nestas três categorias será a ganhadora do prêmio principal.

Requisitos

Para que a empresa e os empreendedores sejam elegíveis para este prêmio, eles devem satisfazer os seguintes requisitos:

O(s) empreendedor(es)

– Deve(m) ser sócio(s) da empresa.

A empresa

– Deve estar devidamente constituída, contando com todos os registros necessários para seu funcionamento;

– Deve existir formalmente há no mínimo três (3) anos;

– Deve estar com todos os tributos incidentes sobre o negócio quitados ou regularizados ou deve apresentar as razões para não estar regular;

– Deve apresentar boas práticas de gestão, entre elas gestão financeira e de tecnologia da informação (TI);

– Deve possuir os demonstrativos financeiros que possam comprovar legalmente a taxa de crescimento da empresa e;

– Estar apta e disposta a apresentar toda a documentação comprobatória que possa ser exigida pelos organizadores, a qual será considerada confidencial.

Critérios de Seleção

Para a categoria Inovação, os critérios serão os processos de gestão, produtos ou serviços inovadores, que diferenciam a empresa das demais. Na categoria Oportunidade, os critérios serão o aproveitamento de oportunidades e de brechas de mercado como estratégia de negócio. Na categoria Crescimento, será levada em conta a evolução do faturamento nos últimos anos e a estratégia por trás desse crescimento. Na categoria Empreendedor de Sucesso 2007, será premiada aquela empresa que tenha se saído bem nas três categorias anteriores (Inovação, Oportunidade e Crescimento).

Processo de Inscrição

Os interessados em concorrer ao prêmio devem inscrever-se através do site oficial do concurso entre os dias 5 e 30 de setembro de 2007. Os candidatos terão no site a ficha de inscrição, que deverá ser completada em todos os seus ítens. As respostas contidas nesta ficha serão fonte para a análise na primeira etapa do concurso. Encorajamos empreendedores a se inscreverem. Encorajamos também que outras pessoas indiquem empresas e empreendedores através do e-mail empreendedordesucesso@fgv.br. As empresas indicadas por terceiros serão consultadas pelo GVcenn antes de estarem formalmente concorrendo.

Cronograma

Período de inscrições: de 5 a 30 de Setembro.
Período de escolha do público através do site: de 22 de Outubro a 5 de Novembro.

Processo de Julgamento

1a Etapa: As fichas inscritas no site oficial do concurso, que estivem completadas e de acordo com os requisitos, serão analisadas pelos membros do GVcenn – Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios, da Fundação Getulio Vargas. Os analistas buscarão indícios de que as empresas sejam inovadoras, tenham aproveitado boas oportunidades e possuam taxa de crescimento significativa. Nesta etapa serão selecionadas cinqüenta (50) fichas.

2a Etapa: Nesta etapa serão analisadas as regularidades cadastrais e tributárias dos concorrentes, assim como devem ser apresentados os documentos que comprovem a taxa de crescimento, as características inovadoras e o aproveitamento de oportunidades. Após este estágio membros do GVcenn e da Revista Pequenas & Empresas Grandes Negócios selecionarão dez (10) finalistas.

3a Etapa: Os dez finalistas deverão ser entrevistados pela reportagem da Revista PEGN, com base em questionários criados pelo GVcenn. Estas entrevistas serão utilizadas para que a banca de juízes convidados pelo GVcenn analise e escolha a empresa mais representativa em cada uma das três categorias. Devem ser analisadas nesta etapa as práticas de gestão da empresa. Estas dez entrevistas serão também disponibilizadas no site da Revista PEGN para que o público possa votar e escolher sua preferida. A votação do público, que estará aberta no site entre os dias 22 de outubro e 5 de novembro, será responsável por 25% do peso na escolha do prêmio principal, enquanto a banca de juízes terá o peso de 75%.

Premiação

Os ganhadores em cada categoria e o ganhador principal serão objeto de reportagens na Revista PEGN e serão convidados a participar de uma cerimônia de premiação em São Paulo.

Uso do Nome, Imagem e Voz dos Participantes

Os participantes cedem o direito de uso do seu nome, imagem e som de voz, sem qualquer ônus para a Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da Editora Globo e para o Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas para utilização em toda a mídia impressa ou eletrônica por prazo indeterminado.

Penalidades

Serão automaticamente excluídos os participantes que tentarem fraudar ou burlar este Regulamento ou fornecerem qualquer tipo de informação inverídica, sendo responsabilizados pelo ato no âmbito da esfera civil e criminal.

Sigilo e confidencialidade das informações

Todos os dados fornecidos pelos participantes no ato de inscrição ficarão armazenados pelos organizadores que se comprometem a utilizar as referidas informações somente para os fins definidos neste Regulamento.

Caso as informações fornecidas pelos participantes mostrem-se, a qualquer tempo, inverídicas o participante será automaticamente desclassificados.

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930/ O que a imprensa diz quando não quer dizer absolutamente nada

capitaohaddock5 Este é mais um artigo do nosso amigo colaborador Marco Ferrari

O caso José “Bengaladas” Dirceu e seus sequazes

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Quando a imprensa transmite uma notícia, sobretudo aquela que pela sua informação requer um esclarecimento ou didatismo à sociedade como um todo e não o faz por omissão, (des) interesse ou despropósito, comete um crime.

Este crime se tipifica dentro dos cânones em que a sociedade se vê agredida, pois, se a notícia que pela circunstância e transcendência exige a quem a redata uma abrangência de esclarecimento, informação ou ilustração maior, deve fazê-los, já que, omitindo-se, pode indicar aos leitores mais alertas um propósito subliminar de reação, simpatia e até de cumplicidade.

E o caso mais emblemático ao respeito de só palrar para dizer o que dizem os papagaios, o deu a imprensa em geral (claro que houve honrosas exceções) logo que saiu a determinação do Supremo Tribunal Federal, isto é seu veredicto, autorizando a abertura do processo criminal contra o dito José Dirceu e sequazes anunciado com palavras textuais pelo Ministro Presidente da Suprema Corte de Justiça do nosso país.

O que essa imprensa olvidada deixou de dizer, e ao ficar calada sugeriu o contrário, é que, esses ali-babás passam a serem considerados delinqüentes formais mesmo que respondendo a processo em liberdade.

E se alguém da imprensa com sorna ou discreta ironia possa querer me cobrar precipitação neste substantivo, “já que ainda não foram nem ouvidos em processo”, devo-lhes recordar (à vez de lhes perguntar sem astúcia nem ironia) se, alguém se atreve a afirmar que exista um juiz neste país que não aceite (ou conteste) essa determinação da justiça suprema.

Retomando o raciocínio e já certo da absoluta concordância entre nós, é de iniludível alvitre lhes recordar as condições em que serão sujeitos tais réus ou criminosos logo da tocata de piano e identificação por extenso, indo (nos) ao Código de Processo Penal pátrio que textualmente determina assim:

As condições às quais o réu estará sujeito encontram-se previstas nos arts. 327 e 328 do Código de Processo Penal:
a) obrigação de comparecer a todos os atos do processo (art. 327 do CPP);
b) proibição de o réu mudar de residência, sem prévia permissão da autoridade processante (art. 328, 1ª parte, do CPP);
c) proibição de o réu ausentar-se por mais de 8 (oito) dias de sua residência, sem comunicar à autoridade processante o lugar onde será encontrado (art. 328, 2ª parte, do CPP).

Esta última revela uma abrangência bem mais ampla que, naturalmente, a lógica sobriedade de seu enunciado em princípio não destaca. Proibição de sair do país sem autorização expressa do juiz consultado previamente o ministério público. Para um réu comum não deverá significar grande mudança de status; todavia, para aqueles dados a conferências e viagens ao exterior de certo modo inexplicáveis…

Lex dura lex in nobis totum
Marco Ferrari –
premionacionaldeliteratura@ig.com.br

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