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1035/ Candidatura à Presidência foi invenção da mídia, diz Bloomberg

 

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Michael Bloomberg

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse no domingo que nunca considerou concorrer à Presidência dos Estados Unidos e afirmou que qualquer sugestão sobre isso foi feita pela imprensa.

No início do ano, quando Bloomberg deixou o Partido Republicano, houve grande especulação de que ele planejava uma candidatura independente à Presidência em 2008, embora o prefeito negue.

Questionado se havia analisado a possibilidade, Bloomberg disse à repórteres em Blackpool: "Eu não… Os jornais brincaram com isso.. Eu sempre afirmei que não era candidato a nenhum cargo mais elevado."

Bloomberg, que está em seu segundo mandato como prefeito de Nova York, mantém o controle acionário da Bloomberg L. P., que conta com um serviço de notícias que concorre com a Reuters.

"Eu optei por não vender minha empresa, mas eu não planejo voltar a administrá-la", ele disse, acrescentando que quando deixar o cargo político provavelmente irá se dedicar à filantropia. Suas áreas de interesse são saúde pública, educação, artes e processos governamentais.

Bloomberg discursou mais cedo na conferência anual do Partido Conservador britânico, em Blackpool, e se dirigiu aos políticos conservadores norte-americanos que geraram déficits de orçamento.

"Para mim, aparentemente, o Partido Conservador no Reino Unido é muito mais conservador fiscalmente do que muitos políticos norte-americanos que se apresentam como conservadores", disse.

"Muitos deles querem gerar déficits enormes e esperam que de alguma maneira outras pessoas paguem por isso. Isso não é conservadorismo, é alquimia, ou melhor, loucura."

(Reportagem de Adrian Croft para a Reuters)

1031/ A matrona petista

Julio César Cardoso* para o Jornal Metropolitano

A matrona petista do Senado, Ideli Salvatti, está fazendo história com suas pérolas arguciosas em defesa dos interesses sombrios de seu partido e aliados. Nada contra a sua aptidão subserviente lulista para encontrar justificativas para tudo, inclusive para defender o mandato do senador alagoano Renan Calheiros.

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Quem não se lembra de sua atuação no Senado por ocasião da reforma da Previdência Social, em que foram violentados os direitos adquiridos dos servidores federais inativos?

Naquela ocasião ela e o seu partido reprovavam veementemente o comportamento de alguns "companheiros" que teimavam em não atender ao comando petista, para votar com o governo a famigerada reforma previdenciária. E alguns foram até punidos com a expulsão do PT (ex-senadora Heloisa Helena, ex-deputados Babá e João Fontes, e a deputada Luciana Genro).

Agora curiosamente a combatente senadora de forma capciosa demonstra bom jogo de cintura ao declarar aos quatro ventos que os senadores petistas e aliados votassem o caso Renan de acordo com as suas consciências. Bravo, senadora, bravo! A senhora é uma grande estrategista. Está aprendendo muito com o seu mestre Lula.

Mas essa forma de fazer política de compadrio em que os interesses escusos de troca de favores falam mais alto só tem levado o Parlamento ao descrédito nacional. E a senadora Ideli Salvatti, que vendia uma imagem à nação, em defesa do governo federal, de seriedade política, claudica redondamente ao demonstrar apoio inequívoco a um político sobre o qual pairam fortes acusações sobre a sua vida particular e política. Então, onde está a moralidade política da líder do PT no Senado, para bem representar a sociedade brasileira, que fraqueja quando devia ser forte na defesa da honra do estamento nacional?

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado
Porto Alegre-RS

1028/ Peronismo anti-Kirchner promete 2º turno na Argentina

Por Damián Wroclavsky para a Reuters

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Alberto Rodriguez Saá

BUENOS AIRES Alberto Rodríguez Saá, candidato à Presidência da Argentina pelo ramo do peronismo contrário ao atual governo do país, promete dar uma "lição eleitoral" em outubro, revertendo a boa vantagem atribuída pelas pesquisas à primeira-dama do país, senadora Cristina Fernández de Kirchner.

Último a ingressar na corrida presidencial rumo ao pleito de 28 de outubro, Rodríguez Saá aposta que conseguirá levar Fernández, maior rival dele e membro do mesmo partido, a um segundo turno, quando então conseguiria derrotá-la.

"Temos um teto de vôo mais alto do que o dos outros candidatos. Somos o candidato imprevisível, apto a dar uma lição eleitoral ao governo do presidente Kirchner (Néstor Kirchner)", afirmou.

Artista plástico, cinéfilo e duas vezes governador da pequena Província andina de San Luis, Rodríguez Saá defende a bandeira da justiça social levantada por seu partido, mas, no âmbito econômico, tende a postura liberal que tanto criticam Kirchner e a mulher dele.

"Não à inflação, sim a uma moeda forte e a salários fortes", disse, destacando o elemento mais frágil do modelo econômico do atual governo, a forte elevação dos preços.

As últimas pesquisas de intenção de voto, que já faz tempo não figuram no panorama eleitoral argentino, indicaram que Fernández vencerá a disputa sem a necessidade de disputar um segundo turno.

Nessas enquetes, Rodríguez Saá não havia surgido ainda como a outra opção peronista. O candidato, porém, diz já estar lutando pelo segundo lugar.

As pesquisas mais recentes, publicadas em sua maioria em agosto, atribuíam a Fernández algo entre 45 e 49 por cento dos votos, diante de um total de 8 a 15 por cento para a candidata de centro-esquerda Elisa Carrió e para o centrista Roberto Lavagna.

Menem e o irmão do candidato

Rodríguez Saá participa de uma frente política na qual se encontram dois ex-presidentes: Carlos Menem, alvo preferido das críticas de Kirchner, e Adolfo Rodríguez Saá, irmão do candidato e que ficou no cargo apenas uma semana, durante a profunda crise econômica enfrentada pelo país em 2001.

O partido peronista está mergulhado em uma situação caótica, o que explica o fato de não realizar primárias para eleger um candidato único.

Fortalecido com a arrasadora vitória de agosto nas urnas, quando manteve o governo de sua Província obtendo mais de 80 por cento dos votos, Rodríguez Saá ataca Kirchner ferozmente e não lhe dá crédito pela contundente recuperação econômica do país.

"A Argentina recebeu os bons ventos da economia mundial. E mesmo os bons ventos não levaram a Argentina a um porto seguro", afirmou, citando o amplo fosso que separa os ricos dos pobres no país e a ostensiva ingerência pública nos mercados.

"É preciso tirar as mãos da economia. Cada controle de preços determinado pelo Poder Executivo transforma-se em um nicho de corrupção", argumentou.

A Argentina registra o quinto ano consecutivo de expansão de seu Produto Interno Bruto (PIB) com índices superiores a 8 por cento ao ano, um recorde absoluto. E o país conseguiu melhoras em quase todos os indicadores sociais.

Com 58 anos de idade e casado com a atriz Esther Goris, que protagonizou a mítica figura de Eva Perón em um filme de 1996, Rodríguez Saá promete que, se assumir o poder, mudará o atual sistema de distribuição de impostos.

Segundo a opinião dele, o atual esquema concentra dinheiro demais nas mãos do governo federal e é usado para cooptar as províncias do país.